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A mulher forte

Quem encontrará a mulher forte? Ela é mais preciosa que as pérolas que vêm das extremidades do mundo. O coração do seu marido põe nela inteira confiança e não terá necessidade de riquezas estranhas. Ela dar-lhe-á o bem e não o mal durante os dias da sua vida (Prov., XXXI, 10-12).

Eu não poderia estrear este blog sem falar sobre a feminilidade, mas, sinto dizer que este artigo será mais proveitoso aos senhores do que às damas desta vez.

Monsenhor Landriot, em uma de suas conferências para senhoras, começa com este versículo bíblico e comenta:

“Quem encontrará a mulher forte? O Senhor estabelece as suas obras duas a duas, diz a Sagrada Escritura, e o contraste é uma lei da criação: Intuere in omnia opera Altimissi: duo et duo et unam contra unum (Eccl. XXXIII,15). Este contraste é frisantíssimo na criação do homem e da mulher e na distribuição das suas qualidades diferentes. Ao homem, d’um modo mais especial, conferiu a inteligência, o conselho e a força; à mulher, a inteligência do coração, a flexibilidade. É certo que as riquezas d’uma destas duas maravilhosas criaturas não são completamente recusadas à outra: designo somente as qualidades que, segundo as leis ordinárias, dominam numa mistura em que os dons são continuamente variáveis. Assim, a força não é geralmente tida como caráter próprio e predominante da mulher, o que, sem dúvida, não é afirmar que a mulher não possa ser forte e corajosa, nem tampouco que o homem em muitas circunstâncias não seja mais fraco que a mulher. Trata-se unicamente do que mais habitualmente se apresenta, do que resulta da constituição primitiva, dos dons especiais concedidos à mulher e da sua missão neste mundo. Diremos ainda que, ao lado de cada uma das nossas boas qualidades, se acha um defeito posto, e que, em consequência das enfermidades da natureza e das misérias do pecado, a flexibilidade de caráter e agilidade de constituição facilmente degeneram em fraqueza e inconstância. Foi isto o que fez dizer a São Tomás que as imperfeições do temperamento entram por muito na fraqueza censurada às mulheres – propter imperfectionem corporalis naturae. (Eth. I.VII, liç. 5.) Também o sábio responde ao pensamento dos séculos e ao julgamento da experiência quando exclama: – Quem encontrará a mulher forte? Talvez que a resposta fosse mais fácil se se perguntasse: Quem encontrará a mulher volúvel, inconstante, sucessivamente ardente e fria? Quem encontrará esses caracteres entusiastas, que passam com extrema rapidez duma e outra convicção, cheios de indolência e inconsistência, e semelhantes aos seres gelatinosos, que se decompõem sobre a areia, na praia, junto ao mar? Quem encontrará as naturezas móveis como o vento, que mudam de opinião conforme as variações do tempo, ou os caprichos da multidão insensata? A tais interrogações seriam imediatamente as respostas e numerosas as aplicações.

Quem encontrará a mulher forte? Essa mulher que sabe beber numa quotidiana coragem e energia necessárias para fazer face a todas as dificuldades da sua posição, aos enfados diários, às preocupações de todas as horas e as contrariedades incessantes? A mulher forte que resiste aos numerosíssimos embates da vida, às tristezas da família, aos atritos da vida interna e a todos os íntimos pesares, que, semelhantes às legiões de insetos do outono,de contínuo cercam o coração da mulher?”¹

Como podemos observar, encontrar a mulher forte, principalmente neste século, é uma tarefa muito árdua. Mas, conquistar uma mulher forte é uma tarefa ainda mais dificultosa, pois o homem necessitará estar ao nível dela.

O homem católico que procura sua dama deve possuir estruturas externas e internas para sustentar um relacionamento e futuramente sua família, digo, estruturas financeiras, psicológicas e o mais importante: espiritual. A razão, a firmeza de caráter e um conjunto de qualidades naturais fazem de um homem um marido e um pai. Se ele é o chefe do lar, ele é responsável pela mulher e os filhos, e a própria dependência material da família simboliza a amplidão dessa responsabilidade – que se estende também e mais ainda ao domínio espiritual. Dito isso, os senhores devem meditar se estão capacitados para tais responsabilidades antes do cortejo, pois, além de imprudente, esse relacionamento poderá ser desastroso, já que o casal se rende a meros sentimentos e achismos, e, depois de tantas familiaridades excessivas para suprir a falta de estruturas, o fim é lamentável.

Infelizmente se tornou impossível em nossa sociedade neopagã que os pais do moço e os pais da moça possam tomar as decisões do arranjo do casamento.Também se tornou duvidoso e imprudente um casamento às pressas, não querendo tirar os grandiosos méritos de ambas situações. Temos que admitir que a sociedade degradante, ignorante e de má vontade em que estamos inseridos não possui capacidade alguma de dizer-nos qual a melhor decisão e ainda nos passar a segurança de que essa decisão é reflexo da vontade divina. Devemos refletir e nos perguntar: quais valores morais os pais de nossa sociedade, atualmente, defendem? Para eles, a mulher deve ter uma carreira profissional respeitável, casar depois dos trinta anos, ter cachorros e talvez um ou dois filhos, sem comprometer seus fúteis divertimentos e apetites de prazeres supérfluos e baixos. E isso acompanha a falta de responsabilidade dos homens, que dependem dos pais até não conseguirem mais, entopem suas companheiras sexuais de abortivos e usam plástico como “proteção”, para não haver nenhum contato carnal real, o que já é desprezível. Mas o pior: usam as mulheres, estragam sua saúde psíquica e corporal e, depois, não possuem nenhuma responsabilidade com elas, como os filhos. Sem entrar na atual questão do estímulo desregrado que o homem tem para ser efeminado e a mulher, um macho mal acabado. Pois bem, para reverter esse cenário, não podemos entregar nossas decisões nas mãos de tais autoridades tiranas, que vão, evidentemente, contra as leis de Deus.

Concentramo-nos diante de todo esse cenário, na situação que nos é possível. Antes de tudo, devemos confiarmo-nos nas mãos de um sábio diretor espiritual, que, com a autoridade de Cristo, possui luzes e formações sem as quais não podemos tomar decisões retas e prudentes como deseja Nosso Senhor.

A autossuficiência e o orgulho são próprios dos hereges: que possamos abandonar tais ideias o quanto antes. Como o sacerdote recebe uma graça diferente e própria de um representante de Cristo, poderá auxiliar-nos nas tomadas de decisões, ainda mais bravamente do que antigamente, já que não contamos com o auxílio de nossos pais, que são nossas autoridades dadas por Deus.

Visto isto, o homem católico possui uma exemplar vida de oração e cumpre com excelência suas obrigações de estado, que são os dois pilares da vida cristã. Se o mesmo busca a perfeição neste pilar, possuíra uma facilidade cada vez mais radiante em ordenar todas as coisas externas e internas, sendo assim sábio e prudente, podendo sustentar e dominar em todos os âmbitos um lar.

Contudo, não podemos esquecer que a vida intelectual é de suma importância, e o homem deve dedicar-se aos estudos severamente, o que irá suprir sua vida conjugal, sua própria vida espiritual e social e a educação de seus filhos.

“O marido. nesta vida de confiança mútua, derrama na alma da mulher a inteligência, a luz, o vigor e o conselho, pelo seu lado, entretece para o esposo uma coroa de flores graciosas; ela dá-lhe, como árvore fecunda, a frescura e os frutos da alma afetuosa, recompensa-o das fadigas da vida, bebe-lhe as lágrimas e infiltra-lhe nas veias um óleo de alegria e de felicidade. ‘A mulher forte, diz o Espírito Santo, é o jubilo de seu esposo, porque lhe fará viver em paz todos os anos da existência.’ (Eccl.XXXVI, 2) ‘Introduzir-lhe-á o vigor nos ossos – impinguabit ossa illius’ (Id. XXV, 16)”. Diz novamente Monsenhor Landriot.²

Sem estender-nos às obrigações de um bom homem, como, então, podemos conquistar a mulher forte, a mulher católica, depois do árduo trabalho de encontrá-la e ser digno dela?

Amizade. Devemos começar pela amizade. Como vemos, o marido e a esposa serão melhores amigos, companheiros e cúmplices. Serão uma só carne, os navegadores do mesmo barco em tempestade e entre outros termos que poderíamos destacar aqui. Ora, para sabermos se uma pessoa é virtuosa ou não, devemos conhecê-la, e os namorados não são mais do que amigos íntimos, que buscam o conhecimento um do outro e compatibilidades entre si para a união inviolável, através da qual ambos serão responsáveis pela salvação do outro. Esta ajuda mútua demanda confiança, estima, respeito e um desejo ardente de conquistar a eternidade.

“Aqui vou afirmar uma verdade desagradável para certos casais. O verdadeiro motivo por que perece o amor está na falta de mútuo respeito entre marido e esposa.Nunca uma afeição perdeu em frescor por ficar nos limites do respeito, enquanto meu coração tem experiência e memória, afirma-nos Veuillot. Vai até às últimas manifestações do amor a auréola desse respeito. Há nele um casto pudor que o distingue dos arrebatamentos profanadores da paixão. Mesmo por entre as delícias da união conjugal soa a sua voz, lembrando aos casados o que são : ministros de um sacramento e instrumentos na mão de Deus. ‘Sentir que se respeitam as leis da natureza e da moral no meio de todos os prazeres que deixarão em paz a consciência; entregar-se sem segundas intenções à ventura de amar e ser amado . . . eis o que há de puro e saboroso e divino no casamento. A honestidade do prazer é a sua força também. São Paulo lembra aos esposos, o mais que pode, a presença do sobrenatural que os enobrece e diviniza um perante o outro. A esposa é, sem dúvida, um cálice de amor, porém, quer o Apóstolo que dele, com respeito, beba todo cristão. Nada de imundo pode ter a taça oferecida pela mão de Deus. Necessariamente há de ser santa’.”diz Pe. Geraldo Pires de Souza no seu belíssimo livro: As três chamas do lar, p. 91.

Começamos com uma amizade saudável e respeitável, onde o homem procurará observar os sutis e modestos sinais de interesse da moça e de suas virtudes. Esse tempo deve ser curto, pois o namoro é também o momento de conhecê-la como futura esposa.

Já a amizade sem interesses românticos, não pode buscar muitas familiaridades. Se a moça não demonstrou nenhum interesse visível, não seja desagradável em tomar atitudes pagãs; comporte-se como um homem, seja muito discreto e leve com muita seriedade suas atitudes e palavras, pois através delas irá transparecer seu interior. O homem deve ter a coragem de desapegar-se de suas paixões fúteis e ilusões meramente destrutivas e ter a resolução de buscar cativar uma moça com afeição mútua, isso tudo com muito respeito. E então o relacionamento terá naturalidade de disposições e seguirá o seu propósito.

Via – Blog O Jardim Fechado

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